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Com mais da metade dos assentos vazios, evento brasileiro na Nor Shipping mostra otimismo do empresariado da Noruega

Quem não foi, perdeu.

Com ótimas explicações sobre o mercado brasileiro, apesar de cerca de 70% dos assentos estarem vazios, o Brazilian Podium, reunião que aconteceu nesta quarta-feira, dia 31 de maio, durante a Nor Shipping 2017, em Oslo, Noruega, foi marcado pelas declarações duras, porém otimistas de Kristian Siem, um dos empresários mais influentes no meio.

Siem criticou duramente a administração pública brasileira, afirmando que “criminosos foram eleitos” em nosso país, e enfatizou a necessidade de se fortalecer pessoas com o perfil do atual Presidente da Petrobras, Pedro Parente, para que o Brasil se torne um lugar mais seguro para se fazer investimentos.

Apesar dos elogios a Pedro Parente, o executivo destacou também o quanto a demora no processo de tomada de decisões da estatal atrapalha o investimento das empresas no país, e isso, no caso da Noruega, ainda é mais crítico, já que o Brasil é o local onde empresas da Noruega mais investem fora da área do Mar do Norte.

O destaque ficou com as palestras da Petrobras e do BNDES, bastante elucidativas.

Alguns dados relevantes foram apresentados na reunião, dentre os quais destacamos os seguintes:

1- Nosso mercado demanda mais de 250 embarcações de apoio, e isso faz dele ainda um grande mercado, onde contratos de 2 a 3 anos, bastante atrativos, são maioria.

2- Para os próximos 5 anos está previsto o descomissionamento de 13 plataformas e 300 Km de dutos, o que também gera um mercado ao redor dessas atividades.

3- Há uma grande necessidade de flexibilização na indústria de petróleo e gás, bem como de seu sistema financeiro e tributário, em face de termos um barril de petróleo girando em torno dos US$50.

4- As rodadas de leilões da ANP previstas para 2017 e 2018 desempenham um papel crucial na recuperação do mercado brasileiro.

Em nossas diversas visitas na feira, apesar das declarações de Kristian Siem, o clima era de dúvida em relação ao Brasil. Diversas empresas que prestam todo tipo de serviço na área marítima e offshore tinham as mesmas dúvidas.

Porém, mesmo em dúvida, ficou muito claro que empresários de todo o mundo acreditam na recuperação de nosso país e veem o que está acontecendo agora de forma positiva, como uma faxina geral, e fica claro que todos esperam que façamos nosso dever de casa.

Cabe, nesse momento, a cada um fazer a sua parte, trabalhadores e empresariado e inevitavelmente, neste momento, “fazer a sua parte” envolve também avaliar a fundo a representação tanto dos trabalhadores como dos empresários e cobrar das lideranças, dos velhos caciques.

Torcemos para que algo realmente efetivo seja produzido por esses encontros dentro e fora do Brasil, para que possamos ver pelos menos a atitude dos envolvidos sendo modificada.

Grupos de Trabalho, planos com metas e prazos estabelecidos, ou algo do tipo.

Não pensem que o cenário mudará a atitude.

No que tange aos problemas de nosso país, são as atitudes que mudarão o cenário.

Fonte: portalmaritimo.com 
Texto: Rodrigo Cintra

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